domingo, 10 de março de 2013

A Conquista da Felicidade



Comprei este livro de Bertrand Russell: único livro do autor que existia disponível na livraria! Filósofo e Matemática, Russell também gostava de investigar o funcionamento da mente. Percebe-se, neste livro, escrito em 1930, o papel importante que ele destaca para o consciente e para a disciplina mental. Há um trecho do livro em que ele basicamente dá um roteiro para se livrar de ansiedade: exame racional da situação! Trata-se do que Albert  Ellis proporia nos anos 50. Apesar de filósofo, Russell gostava de escrever de forma acessível a todos, não adotando o mesmo rigor que empregava em sua obras filosóficas. Segue um trecho:

"(...) Na realidade, a inveja é um vício em parte moral e em parte intelectual, que consiste em nunca ver as coisas como elas são, sem compará-las com outras. Vamos supor que eu ganhe um salário suficiente para minhas necessidades. Deveria estar satisfeito, mas de repente fico sabendo que outra pessoa, que não é melhor do que em nenhum aspecto, ganha o dobro. E, no mesmo instante, se tenho inclinação para a inveja, a satisfação que deveria causar-me aquilo que possuo se esvai e começo a ser devorado por uma sensação de injustiça. O remédio adequado para isso é a disciplina mental, o hábito de não remoer pensamentos inúteis. (...)"

sábado, 9 de março de 2013

Elogio do Lazer

A melhor tradução para o título seria: Elogio ao ócio.

Este livro reúne textos de Bertrand Russell nos quais ele prega o uso racional dos recursos humanos e materiais do planeta de forma que um equilíbrio satisfatório seja atingido para o bem de todos. Ele sugere que as máquinas sejam utilizadas para permitir que mais pessoas trabalhem por menos tempo. O tempo livre seria dedicado as coisas que realmente valem a pena: convivência, educação. Ele critica o culto à eficiência e a noção de que o trabalho dignifica o homem, conceitos criados por aqueles que nunca trabalharam mas que vivem do trabalho alheio.
Os textos são do início do século XX (anos 30, anos 40) e ajudam a entender bem como o tempo atual vem sendo moldado há mais de três séculos e como ele poderia ser diferente de como é hoje.