quarta-feira, 10 de junho de 2015

O psiquiatra americano Ernest Hartmann,  da universidade Tufts,  proporcionou índicios anedóticos,  mas razoavelmente persuasivos,  de que as pessoas ligadas a atividades intelectuais durante o dia,  principalmente atividades intelectuais estranhas, exigem mais horas de sono à noite,  enquanto de modo geral,  aquelas envolvidas em tarefas repetitivas e intelectualmente pouco desafiadoras podem passar com muito menos sono.  Entretanto em parte por motivo de conveniência a organização,  as sociedades modernas são estruturadas como se todos os seres humanos tivessem as mesmas necessidades de sono;  e muitas partes do mundo existe uma impressão de retidão moral no fato de se acordar cedo. A quantidade de horas de sono exigida pelo acumulador dependeria então de quanto teríamos pensado e experimentado desde o último período de sono. 

Carl Sagan
Os dragões do Éden