quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sobre o estado mínimo.

(...)
   Como rezaria o folclore da nova geração de “classes esclarecidas” geradas no admirável novo mundo monetarista do capital nômade, abrir represas e dinamitar todos os diques mantidos pelo Estado fará do mundo um lugar livre para todos. Segundo essas crenças folclóricas, a liberdade (de comércio e a mobilidade de capital, antes e acima de tudo) é a estufa na qual a riqueza cresceria mais rápido do que nunca; e uma vez multiplicada a riqueza, haverá mais para todos.

    Os pobres do mundo – quer velhos ou novos, hereditários ou fruto da computação – dificilmente reconheceriam sua angustiosa situação nessa ficção folclórica. (…)
Globalização – As consequências Humanas - Zygmun Bauman (p.79 ed. Zahar)

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